Saber quanto cobrar pela gestão de milhas é difícil porque cada cliente é um caso. Uma família de cinco pessoas com contas em vários programas e viagens internacionais dá muito mais trabalho do que um casal que viaja duas vezes por ano pelo Brasil. Cobrar o mesmo valor dos dois é trabalhar no prejuízo com um e perder o outro por preço.
Por isso montamos uma calculadora. Ela parte de uma ideia simples: o seu preço precisa pagar as horas que o cliente consome, os custos do seu negócio e os impostos, e precisa caber na economia que você gera para ele.

Calculadora de quanto cobrar pela gestão de milhas
Mensalidade sugerida
R$ 0
por mês, ou R$ 0 por ano
- Mínimo para não ter prejuízo
- R$ 0
- Se cobrar por emissão
- R$ 0
- Horas por mês com o cliente
- 0 h
- Quanto sai a sua hora
- R$ 0
É uma estimativa para você ajustar à sua realidade, não um preço de tabela.
Como a calculadora chega no valor
1. Quanto cada cliente precisa render
Primeiro você define a sua meta: quanto quer ganhar por mês, quanto gasta para manter o negócio, os impostos e quantos clientes de gestão quer atender. É a lógica que o Sebrae ensina para quem presta serviço: o preço precisa cobrir a renda desejada, os custos e os impostos.1
quanto um cliente médio precisa render = (renda desejada + custos) ÷ (1 − impostos) ÷ número de clientes
Partir do número de clientes, e não só das horas, deixa o resultado com os pés no chão: ele mostra quanto cada cliente precisa pagar para a sua meta fechar.
2. As horas que cada cliente consome
Depois a calculadora compara aquele cliente com um cliente médio, que toma cerca de 5 horas por mês. Quem dá mais trabalho paga mais, quem dá menos paga menos, sempre dentro de um limite. Pesam:
- Quantidade de CPFs: cada pessoa da família tem as suas contas para acompanhar.
- Programas por pessoa: cada programa tem saldo, pontos a caminho, clube e vencimentos.
- Emissões por ano: pesquisar, comparar, montar proposta e emitir toma tempo.
- Tipo de viagem: internacional e executiva exigem mais pesquisa do que um voo nacional.
- Atendimento: quem quer resposta prioritária, fora do horário, toma mais da sua agenda.
As horas sugeridas são uma estimativa. Se você já sabe quanto tempo gasta com um cliente, digite o seu número.
3. O seu nível
Quem tem anos de mercado, resultados para mostrar e indicações cobra mais pela mesma hora. A calculadora acrescenta uma margem conforme o seu momento.
4. A conferência com a economia do cliente
Por fim, compare o que você cobra no ano com a economia que você gera. Se o seu preço fica pequeno perto da economia, há espaço para cobrar mais. Se fica perto do valor economizado, o cliente vai sentir o preço pesado.
Mensalidade ou por emissão?
A calculadora mostra os dois caminhos. A mensalidade dá receita previsível e combina com quem viaja várias vezes por ano. O valor por emissão serve para quem viaja pouco. Muitos gestores juntam os dois: uma mensalidade menor e um valor por emissão.
Mostre o valor antes do preço
Seja qual for o número, deixe claro na proposta o que está incluído, o valor e as condições, como pede o Código de Defesa do Consumidor.2 E mostre a economia: cliente que vê o que economizou não pede desconto. Veja também o nosso guia sobre quanto cobrar pela gestão de milhas.
No Planon, o resultado aparece para o cliente
No Planon 2.0, o relatório de milhas mostra ao cliente o saldo, o que entrou e quanto ele economizou, montado a partir dos lançamentos e das emissões. É a prova do valor que sustenta o preço que você calculou aqui.
Resumo
- Comece pela sua meta: renda, custos, impostos e número de clientes.
- Estime as horas de cada cliente: CPFs, programas, emissões, tipo de viagem e atendimento.
- Acrescente a margem do seu nível e confira com a economia do cliente.
- Escolha entre mensalidade, valor por emissão ou os dois.
Fontes e referências
- Sebrae PR: como calcular o valor real da sua hora trabalhada
- Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), art. 31, Planalto
Consultadas em 5 de novembro de 2026. As regras dos programas mudam: confira sempre a versão atual.
