"Quanto cobrar pela gestão de milhas?" é a pergunta mais comum de quem está começando na gestão de milhas, e também de quem já tem clientes mas sente que trabalha muito para o que recebe. Não existe um preço único: o valor certo depende do que você entrega, do perfil do cliente e de como você mostra o resultado.
Este guia mostra os modelos mais usados e um jeito simples de montar o seu preço.

Os três modelos de cobrança mais comuns
1. Mensalidade fixa
O cliente paga um valor por mês para você cuidar das contas, acompanhar promoções, organizar transferências e emitir quando precisar. É o modelo mais previsível para você, porque garante receita todo mês, e o mais fácil de explicar para o cliente.
2. Por emissão
Você cobra cada vez que emite uma passagem. Funciona bem para clientes que viajam pouco ou que não querem um compromisso mensal. O risco é ficar dependente de emissões para ter receita.
3. Percentual da economia
Você cobra uma parte do que o cliente deixou de gastar ao emitir com milhas em vez de pagar em dinheiro. É o modelo que mais deixa claro o valor do seu trabalho, mas exige mostrar a conta com transparência: preço em dinheiro, custo das milhas usadas e taxas.
Muitos gestores combinam modelos: uma mensalidade menor mais um valor por emissão, por exemplo.
Quanto cobrar pela gestão de milhas: monte o seu preço
- Some o seu tempo. Quantas horas por mês um cliente consome entre atendimento, acompanhamento de promoções e emissões?
- Coloque um valor na sua hora. Considere a sua experiência e o resultado que você entrega.
- Some os custos fixos. Ferramentas, sistema, contador, internet.
- Olhe para a economia que você gera. Se o seu trabalho economiza muito para o cliente, o seu preço pode refletir isso.
- Defina um mínimo. Abaixo de um valor, o cliente não compensa o seu tempo. Ter um piso evita trabalhar no prejuízo.
Para fazer essa conta com os números de cada cliente, use a nossa calculadora de quanto cobrar pela gestão de milhas.
O segredo é mostrar o resultado
Cliente que vê o quanto economizou não pede desconto. Por isso, o mais importante não é o número em si, mas a forma de apresentar. Além de vender melhor, informar preço e condições com clareza é uma exigência do Código de Defesa do Consumidor para qualquer oferta de serviço.1
- uma proposta clara, com as opções e o valor de cada uma;
- um relatório periódico com o saldo, o que entrou e o que foi economizado;
- um contrato que deixa o serviço e o valor combinados por escrito, como prevê o Código Civil para a prestação de serviços.2
Como o Planon ajuda a cobrar o que vale
No Planon 2.0, o relatório de gestão e a economia do cliente saem dos próprios lançamentos e emissões, sem você digitar números. A proposta vai por link, com a sua marca, e o contrato é assinado com um clique. O cliente enxerga o seu trabalho, e você para de justificar preço na conversa.
Resumo
- Mensalidade, por emissão e percentual da economia são os modelos mais usados.
- Calcule seu tempo, seus custos e defina um valor mínimo.
- Mostrar a economia é o que sustenta o preço.
- No Planon, relatório, proposta e contrato trabalham a seu favor.
Fontes e referências
- Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), art. 31, Planalto
- Código Civil (Lei 10.406/2002), arts. 593 a 609, Da Prestação de Serviço, Planalto
Consultadas em 5 de novembro de 2026. As regras dos programas mudam: confira sempre a versão atual.
